Caras amigas experientes nestas coisas, opinem lá de vossa justiça. Estar apaixonado abre ou não o apetite? Ou será que pelo facto de sermos dois em casa a malta acaba por cozinhar o jantar em vez do típico leite com cereais? Cá em casa achamos que estamos os dois mais gordos e com mais fome desde que estamos juntos. E não, não estamos duas lontrinhas gordas e anafadas e nem queremos para lá caminhar, mas que andamos a comer mais, ai lá isso andamos. Cá para mim o amor dá fome ;)Pages
domingo, 30 de janeiro de 2011
Será que a paixão engorda?
Caras amigas experientes nestas coisas, opinem lá de vossa justiça. Estar apaixonado abre ou não o apetite? Ou será que pelo facto de sermos dois em casa a malta acaba por cozinhar o jantar em vez do típico leite com cereais? Cá em casa achamos que estamos os dois mais gordos e com mais fome desde que estamos juntos. E não, não estamos duas lontrinhas gordas e anafadas e nem queremos para lá caminhar, mas que andamos a comer mais, ai lá isso andamos. Cá para mim o amor dá fome ;)Rodrigo Leão
Já aqui escrevi que se a minha vida tiver uma banda sonora, acontece com certeza ao som de Rodrigo Leão. E ontem ouvi-o pela primeira vez ao vivo. Foi qualquer coisa de sobrenatural. Cenário intimista como se quer, a música pareceu invadir-nos cada célula e encheu cada espacinho vazio que a alma possa ter. Uma hora e alguns minutos que souberam a pouco. Quem ainda não teve a sorte de ouvir ao vivo, corra à procura dos bilhetes para o Coliseu de Lisboa no próximo fim-de-semana. Soberbo é pouco.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Final OT 2010
Fiquei apaixonada pelo vestido que a Silvia Alberto usou na final da OT. Quem será que o desenhou?
Muitoooo frioooo
Ai o frio que está na rua... Quem tem vontade de sair de casa para trabalhar, ponha o dedo no ar? Isto já chateia. Será que a primavera demora muito? E os 20ºC que fazem de mim uma mulher mais feliz? O que vale é o amor que me aquece o coração, os pés e a alma, porque o nariz e as mãos estão geladas. Tenham uma boa semana se conseguirem abstrair-se do frio.segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O turista
Eu queria ter adorado este filme. Juro que me esforcei, mas não consegui. As imagens são melhores que a história. A Angelina está deslumbrante as usual, o Johnny Depp também não se saiu mal. Mas a história é fraquinha. Talvez Veneza salve o filme. Acho que estes dois actores mereciam outro argumento no mesmo cenário.domingo, 9 de janeiro de 2011
Elogio ao Amor
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
Este é um dos melhores textos sobre o amor que já li. Gosto de o reler de vez em quando. E porque de momento faz ainda mais sentido, cá fica o texto do Mec. É sempre um prazer ler os textos que este senhor escreve.
Dançámos no meio da rua ...

Caros vizinhos, desculpem a maluqueira de ontem à noite. Nós sabemos que nem toda a gente gosta de Michael Bublé e que 4 da manhã são horas das famílias decentes estarem em casa a dormir. A verdade é que o nosso coração e cabeça andam toldados pela paixão e nem sempre conseguimos pensar. Quando parámos o carro à porta de casa estava a tocar aquela música e ele veio-me buscar para dançar. Ali no meio da rua, com as portas do carro abertas e o rádio a tocar muito alto, e eu não resisti. Eu sei que é aborrecido querer dormir e aturar a maluquice alheia. Mas foram só 5 minutinhos. E nós estamos estão felizes! Prometemos que vamos tentar não incomodar da próxima vez...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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