quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Dear Santa


Querido Pai Natal, sou uma moça afortunada. Tenho saúde, trabalho, amigos, casamento marcado para o próximo ano, viagens q.b. Foi de facto um ano cheio, e estou profundamente agradecida por tudo o que a vida me tem dado. Por isso não quero dar-te muito trabalho. A única coisa que gostava de ter é esta Neverfull GM da Louis Vuitton. Se te perderes ali para os lados da Av da Liberdade já sabes. Da minha parte tens a lista resumida a um único presente. Sou uma miúda fácil não achas?



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

The Yeatman

Na passada semana celebrámos o nosso aniversário. Decidimos comemorar num sítio especial. Escolhemos o The Yeatman e a experiência foi inesquecível. O Hotel tem provavelmente a melhor vista do Porto. Diria que é o cartão postal da cidade por excelência. Os quartos estão construídos em socalcos de forma a todos os terraços a vista abaixo. Uma excelente surpresa foi o spa da Caudalie.(os quartos incluem também produtos caudalie) Não sabia que uma das minhas marcas de eleição era a escolhida do Hotel. A experiência pode não ser propriamente barata, contudo, no inverno e durante a semana os preços são metade do praticado aos fins-de-semana durante o Verão. Fica a sugestão e prometo que se experimentarem vai ser difícil não querer voltar.



domingo, 27 de novembro de 2016

O HERÓI DE HACKSAW RIDGE


Não sou fã de filmes de guerra, mas este agarrou-me por completo. É um filme sobre pessoas que gostam de pessoas. Talvez mostre o altruismo no seu estado mais puro. Quando saí do cinema fiquei a pensar que devemos ser fiéis aos nosso ideais e lutar por eles (mesmo que por vezes estejamos a lutar contra a maioria). Às vezes, fazer parte de um mundo melhor, passa mesmo por nós, pelas atitudes que tomamos, e pela diferença que fazemos na vida de alguém. Vejam o filme, e digam-me se não é inspirador.

sábado, 26 de novembro de 2016

Sítios com alma



Gosto de entrar em sítios e sentir o aconchego de quem sabe receber. O the bird, é mais do que um salão de chá, diria que é uma casa com alma. A música certa, a chávena cheia de chá, os scones feitos no momento, são tudo ingredientes para uma tarde bem passada, para fugir ao frio que se sente no Porto.

Localização: Rua da Agra, 143 - Porto

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Se não tivesses medo, o que farias?

Quando há 15 anos li o livro "Quem Mexeu no meu Queijo" guardei para sempre a pergunta:

- Se não tivesses medo, o que farias?

Cada vez que tenho dúvidas procuro a resposta. Vivemos com o medo colado à pele. Medo de falhar, medo de arriscar, medo de sair da zona de conforto, medo até da possibilidade de sermos estupidamente felizes (até porque já vivemos bem, porquê ambicionar mais). Se excluirmos o medo que existe um cada um de nós, encontramos um infinito número de possibilidades com as quais nem sequer sonhámos. Ninguém nos ensina a lidar com o medo. A vida sim, encarrega-se disso. Mas se pensarmos que o medo é apenas o receio do desconhecido, uma espécie de barreira psicológica, um desafio à nossa capacidade de seguir em frente, tudo parece mais fácil. Sentir medo não é uma escolha, enfrentá-lo sim. E tu? Se não tivesses medo, o que farias?

Café sem açúcar


Se por acaso se cruzarem comigo a tomar café e estiver a fazer caretas, não se assustem. Não estou a ter um AVC. Estou simplesmente a fazer o desmame de muitos anos de 3 cafés por dia com açúcar. Não sei como é que alguém consegue beber café sem açúcar, juro. Estou a fazê-lo porque constatei o seguinte:

- tomo 3 café por dia (ao pequeno-almoço em casa, meio da manhã e depois de almoço)

- Cada pacote de açúcar tem entre 6 a 8 gramas (vamos fazer contas a 6 gramas em cada café para facilitar contas)

- 18 gramas de açúcar por dia, 540 gramas de açúcar por mês;

Quando olho para um pacote de açucar de um quilo e penso que todos os meses estou a comer mais de meio pacote só nos cafés que bebo fico arrepiada. What???? Não consigo suportar a ideia de estar a comer esta quantidade de açúcar.

E pronto, é isto. Vão ser duros os próximos dias, para não dizer semanas ou meses. Mas eu vou conseguir.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Carta de mim para mim (uns anos antes de ser mãe)

Hoje escrevo-me. Quero garantir que todas as palavras que aqui deixo não são escritas sob o efeito das tão faladas hormonas da maternidade. Sou eu, de mim para mim, com tudo aquilo que vivi e em que acredito profundamente aos 35 anos. Tenho algumas certezas. Gosto de mim assim. E assim é ser vaidosa, com uso habitual de make up, unhas arranjadas, e visual cuidado. Adoro viajar, conhecer novos restaurantes, comprar revistas e jornais, cultivar a arte de não fazer nada, e dormir, dormir muito. Dizem que a maternidade muda tudo. Nunca mais voltamos a dormir 8 horas seguidas. Acabam-se as viagens para fora do país durante alguns anos, o cinema é substituido por filmes para crianças. Dizem que se acabam os momentos a 2. E onde fica o tempo para mim? Para o meu eu? Quero muito ter uma família, mas não quero abrir mão de mim. Acredito que existem cedências a favor dos filhos, mas não quero apenas tornar-me na mãe da Maria ou do Manuel. Quero acreditar que vou conseguir ser eu, que vou ter coragem para deixar as crianças com os avós, e raptá-lo para um fim-de-semana em Londres ou Paris. Gostava muito que existisse a noite dos adultos, em que vamos ao cinema a 2, ou que jantamos no restaurante mais fashion da cidade. Os miúdos? Estão com os avós, dormem lá e tenho a certeza de que estão bem. Acredito que os casamentos e as relações para serem duradouros têm de ser alimentados. Não sei que tipo de mãe vou ser. Dizem que quando eles nascem tudo muda, até a nossa forma de pensar. Quero reler tudo o que agora escrevo daqui a uns anos, depois de ser mãe e conseguir constatar que continuo fiel às minhas crenças. Não sei como é a vida com filhos, contudo, quando observo amigos próximos, sei que tipo de mãe gostava de ser, e que tipo de casal quero ter cá em casa. Só espero que as hormonas quando chegarem, venham de mansinho, e que eu saiba lidar com elas. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dos preparativos para o casamento



1 Coríntios 13

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profecia, saiba todos os mistérios e todo o conhecimento e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.

Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.

Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;

quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.

Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido.

Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.


PS: Esta é uma das minhas passagens bíblicas preferidas e não vai seguramente faltar no meu casamento.

Blogosfera

Porquê é que a blogosfera já ocupa tanto espaço nas nossas vidas? Simples, todos temos  necessidade de nos identificarmos com algo ou com alguém. Se há alguns anos atores, futebolistas, apresentadores de televisão ocupavam esse lugar, hoje a tendência é identificarmo-nos com pessoas iguais a nós. A vida banal de todos os dias passou a entrar-nos pelo ecrã. A mãe de 3 ou 4 filhos que divide a vida entre trabalho, crianças, marido e tarefas domésticas; a mãe solteira que deixou de o ser, encontrou o amor da sua vida e voltou a ser mãe; a it girl que recomenda roupa, acessórios, restaurantes e hotéis; a eterna Carrie Bradshaw que finalmente encontrou o seu Mr Big e disse o "sim"; Acompanhar a história destas pessoas passou a fazer parte das nossas vidas. Há estilos para todos os gostos. O português tem veia de vouyer, quanto mais posts mais ligado se sente à vida daquela pessoa, ou daquela família. Existem mulheres que desmistificam nos seus blogues a ideia de ser mãe. Contam a realidade nua e crua sem fofices, com direito a detalhes, e dão uma preciosa ajuda a mães de primeira viagem. Depois existem outros blogues cujo objectivo é alimentar a nossa alma consumista (e digo alma, porque a maior parte das marcas exibidas são inacessíveis aos comuns mortais). Existem ainda os sarcásticos, cujo objetivo é soltar uma boa gargalhada à custa de tanto disparate. Não vejo mal. Gosto assumidamente de blogues. São os novos meios de comunicação. Há marcas que usam os blogues para divulgar os seus produtos, pois já perceberam que é um tipo de publicidade com elevado retorno e bem mais barato de que usar revistas, jornais ou televisão. Os blogues são uma tendência e estão para ficar. E quem disser que nunca leu um blogue que atire a primeira pedra.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Porque é que ainda existem casamentos?

Sinto-me em contraciclo. Quando a maioria dos casais se decidiu separar, eu e ele vamos casar. A cada semana que passa tenho conhecimento de mais um casal de amigos ou conhecidos que decidiu por fim ao #atévelhinhos. Aos 35 anos continuo a acreditar que casar é diferente de viver junto (e digo isto com o maior respeito do mundo por quem decidiu juntar trapinhos sem assinar papéis). No meu caso o casamento será pela igreja. Acredito em Deus, sou católica, vejo o casamento como a união de duas pessoas perante as respetivas famílias. Não faria sentido para mim não casar e não assumir perante a sociedade que queremos ser marido e mulher. Se fossemos simplesmente ao registo civil, acho que estaríamos apenas a assinar um contrato. Casar pela igreja enche de significado a nossa união. Gosto do simbolismo das alianças e do ritual inerente ao casamento. Ainda faz sentido? Para nós sim. No dia do casamento terei 36 anos e ele 41. Não temos filhos, nunca fomos casados, encontrámo-nos na idade em que a maioria se divorcia, mas isso não nos preocupa em nada. Pode parecer antiquado, fundamentalista, old fashion, mas para mim casar é mesmo diferente de viver em união de facto. E que sei eu de casamentos para dizer isto? Nada. Sou apenas convicta dos valores do mesmo. Tenho pais casados há mais de 35 anos, os pais das minhas bffs são igualmente casados há uma vida, os pais do meu namorado idem. Nem sempre o casamento resulta, e para isso existe o divórcio. Não estou livre disso. Contudo, prefiro realmente acreditar que os casamentos duram se realmente duas pessoas quiserem. A vida a dois não é fácil e só resulta quando alimentada diariamente. Acredito também que há pessoas com vocação para partilhar tudo o que têm e pessoas e não têm vocação para isso. Felizmente encontrei alguém que acretida tanto quanto eu que vale a pena viver a dois.