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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aquele abraço

Durante muitos anos entrei em casa e sentia o vazio, o silêncio absoluto. Essa era a minha música. Sabia bem chegar ao meu porto de abrigo onde tudo estava exactamente no sítio onde eu tinha deixado. O barulho acumulado ao longo do dia nos vários sítios e com as várias pessoas com que me cruzava desvanecia-se perante aquele silêncio. Mas quantas e quantas vezes dava por mim a pensar que me fazia falta chegar a casa e ter alguém à espera. Alguém que me ia perguntar como correu o dia, ou simplesmente abraçar-me. Esse tal silêncio de que falo obrigou-me a crescer, a aprender a gerir emoções, a conhecer-me. Talvez o facto de ter aprendido a viver sozinha, me faça agora abraçá-lo (ainda com mais força ) quando chego a casa.
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5 comentários

Filipe Ribeiro disse...

Soubeste estar nos dois lados. E estando num...sabes dar o valor ao outro...!

Juci Barros disse...

Certamente o silêncio te falou bem.
Beijos.

marie disse...

Ao ler o texto não pude deixar de pensar que falarias por mim... A mim ainda me aguarda o silêncio, e se por vezes é bom e estou muito habituada, por outras sinto o vazio e a falta... Resta-me esperar... Bom ano!

Lita disse...

muito bonito

Susana Fonseca disse...

Às vezes é necessário passar por esses períodos onde apenas o silêncio está à nossa espera para depois dar o devido valor ao calor de um abraço que nos acolhe depois de um dia difícil!
Que esses dias se repitam por muito tempo;)
Abraço

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